sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O BURRO, O CÃO, O GATO E O GALO

Era uma vez...


Há muitos anos passados, morava em uma fazenda muito próspera, um burrinho, que era escalado para os mais diferentes serviços. Com o passar doS anos, suas forças foram-se acabando, e venceu a lei da natureza. Nosso burrinho envelheceu. Já sem forças para o trabalho, estando a descansar um dia em uma sombra, ouviu uma conversa do fazendeiro com sua esposa:  "Maricota, nosso burro está muito velho e cansado, não aguenta mais trabalhar, como os gastos são grandes, amanhã bem cedinho vou matá-lo."
O pobre do burro ficou apavorado com o que ouviu, e pensou: "Não vou ficar esperando esta triste sorte, vou fugir, até onde minhas pernas e meu cansaço aguentarem." E no outro dia, bem cedinho, antes que o sól despontasse no horizonte, saiu nosso burrinho, fugindo da má sorte que o aguardava.
Andou bastante e já bem  cansado e com muita fome, parou para comer um delicioso capim que surgia à beira da estrada. Qual não foi seu espanto, ao ver um cão, escondido e se lamentando. O burrinho todo solícito perguntou: "Olá velho amigo cão, porque estás tão triste assim?" O cão respondeu:

"Au au. É amigo se soubesses, terias pena de mim,
Como já estou muito velho, não presto mais prá caçar
Amanhã pela manhã, meu patão vai me matar."


O burrinho respondeu:


"Tua sorte é igual a minha,
Mas não fique triste assim
Para que ficar tão triste, se o mundo é grande, sem fim?
Ora essa meu amigo,
Deixa as mágoas prá outra vez,
Monta lá nas minhas costas, que eu assim te levarei."


O cãozinho pulou em suas costa, e lá se foram estrada afora, cantando, muito contentes por se verem livres de seus cruéis donos.  Andaram, andaram, andaram, e já muito distante, encontraram um gato, que lamentava sua triste sorte. Pararam os nossos dois viajantes e perguntaram ao gatinho:


"Olá velho amigo gato, porque estás tão triste assim?" O gato respondeu:


"Miau, miau. É amigos se soubessem, teriam pena de mim,
Como já estou muito velho, não posso ratos caçar,
Amanhã pela manhã,  meu dono vai me matar."


O burrinho respondeu:


"Tua sorte é igual a nossa, mas não fique triste assim,
Para que ficar tão triste, se o mundo é grande, sem fim?
Ora esse meu amigo, deixa as mágoas prá depois

Monta nas costas do cão,  quem leva um, leva dois."


O gato pulou em cima do cão, e lá se foram... Mais tarde, encontram também um galo,
que na mesma situação que êles, também chorava. O burrinho parou e disse a mesma cantilena:


"Olá velho amigo galo,
Porque estás tão triste assim?


"É amigos se soubessem, teriam pena de mim.
Como já estou muito velho, não presto mais prá cantar,
Amanhã pela manhã, na panela irei parar."


O burrinho respondeu:


"Tua sorte é igual a nossa, mas não fique triste assim,
Para que ficar tão triste,se o mundo é grande, sem fim?
Ora essa meu amigo, deixa as mágoas prá outra vez,
Monta nas costas do gato,
Quem leva dois, leva três."


E lá se foram:  O cão em cima do burro. O gato em cima do cão,
o galo em cima do gato, cantando sua canção!


Andaram muito, e já à noitinha, chegaram em um casebre abandonado, e resolveram que iriam passar a noite ali,para no outro dia ,continuarem sua jornada.


O burro dormiu na sala, o gato no corrimão, o cachorro atras da porta, e o gato no fogão


E dormiam a sono solto os nosso quatro heróis, sem saberem que a casa pertencia a uma quadrilha de bandidos, que ali escondia o fruto de seus roubos. E lá pela tantas da madrugada, chegaram, para esconderem o dinheiro roubado. Se assustaram os bandidos com os visitantes e fizeram tanto barulho achando que eram assombração,  que os acordaram, e no meio da confusão, se defendiam como podiam: o burro dava coices, o cachorro latia e mordia, o gato miava e arranhava e o galo bicava. Assustados, sairam correndo. O medo era tanto, que corriam em círculos, acordando todo o pessoal da vizinhança, que os pegaram e os entregaram para a polícia, uma vez que eram bandidos.


 E os nossos amigos? Bem, eles tiveram  muita recompensa, por terem capturado os larápios; foram condecorados como heróis, com o direito à casa e à comida pelo resto de seus dias.


Assim os nossos amigos, passaram a viver na maior alegria e felicidade, pois sem querer, tinham colaborado com as pessoas, na captura de larápios. E passaram  a viver seus dias, como heróis, usufruindo de um bom e merecido descanso, longe da crueldade de seus donos, e paparicados por toda a vizinhança.


fim.












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