sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

AS TRÊS CABEÇAS DE OURO

Olá meus queridos amiguinhos, seguidores deste blog, internautas de Deus!
Como nosso blog é direcionado para a criança, que tal resgatarmos um pouco de uma época, não muito distante; quando ainda se tinha as brincadeiras de
roda entre as meninas, a pipa, o pião entre os meninos, enfim, um monte delas, vamos unir nossas lembranças, e contar histórias, que ouvimos de nossas mães e avós? (eu ouví de minha mãe e minha irmã e contei para os meus filhos: Magali e Afrânio)
Hoje vou contar uma história muito bonita, que lí quando era menina, e nunca mais esqueci.
"AS TRÊS CABEÇAS DE OURO" (DO LIVRO: AS TRÊS CABEÇAS DE OURO )
Era uma vêz... Há muitos e muitos anos passados, em terras muito distante, onde viviam reis, fadas bruxas e duendes, havia um reinado. O rei, a rainha e sua filha, a princesa, viviam muito felizes, e o povo gozava de uma grande alegria, por o rei ser muito bom e fiel aos seus súditos; até que um dia, a rainha adoeceu gravemente e morreu. Passado algum tempo, o rei casou-se de novo, mas sua nova esposa, agora rainha, também viúva e com uma filha, logo se revelou uma pessoa má, que enchia de maus tratos sua enteada a princesinha. Sua filha, um pouco mais velha, também maltratava sua nova irmã.
O tempo foi passando, e a princesa, agora uma linda moça, cansada dos maus tratos de sua madrasta e de sua "irmã', resolveu sair em busca da felicidade. Pediu permissão ao rei, seu seu pai, que fazia todas as suas vontades; (isso deixava as duas, mãe e filha, ainda com mais raiva da princesa)
Assim partiu a princesinha, em busca de sua felicidade...
Andou bastante, o corpo todo doía, os pés cansados e maltratados da caminhada, ardiam sobre a areia quente, a cabeça girava, em virtude do sól escaldante do meio-dia. Caminhou um pouco mais, e encontrou uma frondosa árvore; a princesinha sentou-se para descansar ao lado de um pôço. Abriu sua mochila, e enquanto fazia uma modesta refeição, eis que do pôço surgem três cabeças de ouro, e começam uma cantilena:
"Lava-me princesa amada, com tuas mãos delicadas, Meu rosto da cor da neve;
Penteia após meus cabelos, com todo carinho e zêlo de tua alma generosa;
Prá secar, poê-me no chão, bem pertinho desse pôço ;
De um príncipe lindo e moço, te darei o coração"
Assustada, a princesinha observava as três cabeças, mas como era muito generosa, fêz o que elas haviam pedido. Muito delicadamente, lavou as lavou, penteou seus cabelos, e as colocou para secar, como haviam pedido. Continuando sua refeição, ouviu que as cabeças conversavam entre sí:
"O que faremos com tão bondosa criatura, que nos tratou tão bem, e com tanto carinho?
A primeira disse: "Eu a farei tão rica, mas tão rica e tão feliz, que todos da terra invejarão e sua felicidade e suas riquezas."
A segunda disse: " Eu a farei tão linda, a mais linda de todas as criaturas, que de seu corpo e de seus lábios, exale um delicioso perfume de rosas, que todos se apaixonarão por ela."
A terceira disse: "E eu lhe darei por marido, o mais belo, o mais bondoso e o mais valente de todos os prícipes."
A princesinha ouvia, mas permanecia calada. Ao terminarem o colóquio, pediram que as colocassem de volta ao pôço. Assim ela fêz, com todo o carinho e ao terminar, continuou sua viagem.
Caminhou bastante, e ao entardecer, chegou em um outro reinado; totalmente perdida, não
sabia para onde ir. Nesse momento, passava por alí, uma belo príncipe, em seu garboso cavalo. Ao vê-la, ficou estonteado com tamanha beleza. Aproximou-se e lhe dirigiu a palavra:
"Onde vais linda menina, e quem és tú?"
"Sou uma princesa, e ando em busca de minha felicidade."
Ao falar, desprendeu de seus lábios um delicioso perfume de rosas, e todo seu corpo exalava o mesmo perfume; O príncipe apaixonou-se perdidamente, e a levou para seu castelo.
A princesinha contou sua história, e todos se comoveram. Passado algum tempo, como também estivesse apaixonada pelo príncipe, casaram-se, com uma grande festa e muita pompa.
assim cumpriu-se a profecia, das três cabeças de ouro.
Depois de algum tempo, manifestou a princesa o desejo de visitar seu velho pai, e o príncipe, que também fazia todas as suas vontade, acompanhou-a, com todo seu séquito. Ao se aproximar, seu pai a reconheceu e saiu ao seu encontro muito feliz. Foi dado muita festa em honra da princesa e de seu príncipe. Ao término de uma semana, despediram-se de seu pai, e foram embora prá seu novo lar, em seu castelo. E viveram felizes para sempre, amados pelo seu povo !!!
E lá no palácio de seu pai, sua madrasta se corroía de inveja, até que um dia, chamou suas criadas, mandou que preparassem comida, e roupas finas para sua filha, e a mandou também sair em busca da felicidade.
Percorrendo o mesmo caminho que sua irmã, encontrou a mesma árvore, o mesmo pôço, e também sentou-se para descansar. e como aconteceu com sua irmã, surgiram do pôço as mesmas cabeças de ouro, e começaram a mesma cantilena:
"Lava-me princesa amada, com tuas mãos delicadas meu rosto da cor da neve;
Penteia após meus cabelos, com todo carinho e zêlo de tua alma generosa;
Prá secar poê-me no chão, bem pertinho deste pôço
de um príncipe lindo e môço te darei o coração"
Como era má, agarrou as cabeças pelos cabelos, e foi jogando água. Jogou-as ao lado do pôço para secar, e penteou seus cabelos com toda raiva. As cabeças conversavam estre sí:
"O que faremos com uma criatura que nos tratou tão mal?"
A primeira disse: "Eu a farei tão feia, que todos sentirão medo."
A segunda disse: "E eu farei que de sua bõca e de seu corpo, exale um cheiro horrível de alho."
A terceira disse: "E eu lhe darei por marido, não um belo príncipe, mas um sapateiro remendão."
E assim que terminaram de falar, não acreditando em nada do que elas disseram, jogou as cabeças de volta no pôço com todo desprezo e continuou sua caminhada.
Ao entardecer chegou a mesmo reinado que sua irmã, "que agora era rainha, e vivia feliz com seu rei), mas todos corriam por causa do mau cheiro de alho que desprendia de todo seu corpo.
Um sapateiro que por ali passava, aproximou-se e convidou-a para sua casa, dizendo que tinha uma pomada, que se passada em seu corpo, o horrível cheiro de alho desapareceria, mas ela teria de casar-se com êle. Não tendo outra saída para livrar-se daquele horrível cheiro, casaram-se e depois de um certo tempo foram visitar sua mãe, que ao vê-la casada com um pobre sapateiro, não um principe, ficou com tanta raiva, que não resistiu e morreu.
O rei, seu padastro, os presenteou com algum dinheiro e pôde assim o sapateiro melhorar seus negócios; E enquanto êle fica na sapataria, costurando seus sapatos, a mulher vai à feira vender a couve que colheu no quintal...
(Do livro: As três cabeças de ouro)
E aí, amiguinhos, gostaram?
Moral da história: Não devemos jamais sentir inveja das pessoas. Agradecer a Deus pelo que somos e temos, pois Deus, em sua Infinita misericórdia, sabe o que é melhor para todos nós.

7 comentários:

Anônimo disse...

LEMBRANÇA DE QUANDO MINHA MÃE CONTAVA ESSA ESTORIA PARA DORMIR.
LEMBRANDO QUE HOJE ESTOU COM 56 ANOS.

Anônimo disse...

Sou irmã desse anônimo ele me mandou essa estoria por e-mail e com certeza há estorias que não deixam nossas memórias. Minha mãe sempre nos contava estoria que no seu final sempre deixava uma lição para quem as ouvia.Isso é muito bom....lembrando que hoje eu tenho 51 anos

Anônimo disse...

Nossa, que saudade da minha mãe... Ela nos contava essa história com tanta delicadeza. Há quase dois anos não a tenho mais perto de mim. Quanta falta ela me faz... Lembrei-me desta história outro dia porém não sabia mais direito como era, fiquei tentanto lembrar de todo jeito, mas não deu. Foi MARAVILHOSO encontrá-la na internet. Obrigada. Raquel - 34 anos

Gloria disse...

Fiquei muito feliz em reler essa historia que fez parte da minha infancia!! a 30 anos atras

Lia Desjardins disse...

Esta história estava adormecida em minha memória há uns 50 anos. Grata por resgatá-la. Sou contadora de histórias e de agora em diante esta será mais uma em meu repertório.

Nelson disse...

Sou grato por encontrar essa estória comovente. Mas o fato é que não lembrava-me dessa estória plenamente... minha avó contava essa estória há 39 anos atrás e na época me amedrontava 1 pouco, mas hoje tiro importantes lições simbólicas da mesma.

Anônimo disse...

Nossa que legal essa era a minha estoria predileta que ouvia meu pai contar para nos quando eramos crianças e hj ja tenho 54 anos e nunca me esqueci